Páginas

sábado, 11 de agosto de 2012

- sem título -


Era um casal bonito de se ver, jovens, cheios de vida e pelo que aparentava com muito amor para dar. Eles estavam no  ponto de ônibus próximo á rodoviária da cidade. As pessoas faziam filas para entrar nos  ônibus que chegavam na ansiedade de voltar para suas casas depois de um longo e exaustivo dia de trabalho.
Ele a abraçou forte e ela pôde sentir o seu perfume. Ela adorava aquele perfume, já tinha visto outras pessoas usando a mesma marca, mas aquele aroma não se adequava á nenhuma delas, apenas nele. A garota correspondeu ao abraço respirando fundo bem próximo ao pescoço dele:
- Você gosta de provocar, sabia?!- disse ele rindo e que sorriso lindo ele tinha.
- Não resisto, eu tenho que aproveitar já que quase não nos vemos. - ela respondeu, dando-lhe um beijo.
Ele segurou o queixo dela e a fez olhar em seus olhos . Fixaram o olhar por um tempo até que ela desviou:
- Vamos sair daqui, há cada minuto que passa fica mais cheio, não me sinto á vontade sendo observada por essas pessoas. Não param de olhar um minuto! - ela disse ficando sem graça aos olhares curiosos que as pessoas lançavam ao casal de jovens.
- Por mim que olhem! Quero que todos vejam como nos gostamos e espalhem, podem espalhar! - ele disse aumentando o tom de voz, alguns comerciantes olharam e riram com divertimento.
Ela o mordeu no braço e o puxou para longe dali. Chegaram na praça da cidade, sentaram-se e ela voltou á mordê-lo no braço:
-Ai! Pára sua maníaca por carne de homens altos, com olhos verdes e bonitos iguais á mim! - ele brincou segurando ela com outro abraço forte seguido de um beijo.
- Ah, são minhas demonstrações de carinho e afeto. 
- Nossa! Sendo assim, acho que não quero descobrir seu lado perverso. - disse ele mordendo-lhe os lábios.
O céu estava lindo, a Lua era o centro das atenções para todos os que para ela olhavam, as estrelas faziam sua beleza se tornar inexplicável. Lua e as estrelas, foram feitas para ficarem juntas 
- Sabe, eu me sinto tão bem quando estou com você. Me sinto à vontade, sou eu mesma contigo. - a garota confessou.
- Há quanto tempo nos conhecemos, mocinha? - ele perguntara com o olhar fixo na Lua, fazendo com que aqueles olhos verdes adquirissem um brilho jamais visto antes.
- Não sei, desde a escola? Mas não te suportava naquela época! Você era o tipo de garoto que eu tinha certeza que iria detestar. - disse ela com arrogância 
Ele riu, gargalhou, olhou pra ela e gargalhou mais ainda:
- E eu te achava muito chata, falava com todos os meus amigos e nem olhava na minha cara.
Ela desviou o olhar e o fixou na Lua e as Estrelas que a rodeavam. Foram feitos um para o outro.
- Bruno, minha Estrela, meu amigo. O que estamos fazendo? Quero dizer, somos amigos não devíamos!
- O que acha que estamos fazendo? - ele disse abraçando ela e beijando-lhe a face.
Ela se soltou do abraço e levantou para ficar de frente à ele.
- Eu não sei, a única coisa que sei é que isso é um erro - ela disse desviando o olhar- vamos embora, por favor.
Ele a olhou assustado e perguntou:
- Gata, o que foi? Fiz alguma coisa errada? Não vamos não. Vamos ficar mais um pouco, poxa há quanto tempo a gente não se vê! - ele disse com um tom de voz preocupado.
Ela queria abracá-lo, dizer que era bobagem e que era pra ele esquecer e ficar junto dela, mas as coisas não eram tão simples assim. 
- Não foi nada, você não fez nada como poderia ter feito! Começo á me perguntar se você existe mesmo. Mas não podemos, caramba eu não sei por que fiz isso! Melhor irmos, vamos já esta tarde e você tem que voltar.
Ela disse e saiu andando, com ele logo atrás pedindo para ela esperar, falando coisas que ela não entendia pois estava perdida em nos próprios pensamentos. O ônibus estava passando ela correu e pediu para o motorista parar e entrou sem nem se despedir deixando ele parado no meio da rua olhando para ela sem entender o que estava acontecendo. Porém ela sabia, assim como sabia que não devia ter feito aquilo. Aceitara sair com ele, pois não o via há meses. Ele era o melhor de todos os seus amigos, mas o que ela 
sentia por ele, não se encaixava nos quesitos de amizade e por esse motivo não podia ficar perto dele. Fizera uma promessa e acabara de quebrar. Desceu do ônibus e caminhou em direção ao portão de sua casa, viu sua mãe lavando louça e rindo com alguém, que a garota não conseguia ver. Entrou na casa e deu de cara com uma mala e algumas bolsas menores próximo ao sofá. Estava tirando os sapatos quando:
- Ora, ora, ora veja só quem chegou ! Sol, amiga que saudade de você! - disse uma voz conhecida aos ouvidos da garota.
Sol, correu os olhos em direção á pessoa que dissera aquilo, abriu um sorriso radiante a abraçou com força a amiga, tentando passar toda a falta que ela lhe fizera.
- Minha amiga Lua, como você está linda hoje! . Que bom que voltou, senti tanto a sua falta! - a garota, Sol disse com as lágrimas correndo pelo rosto.
Lua, retribuiu o sorriso e limpou as lágrimas do rosto:
- Amiga, tenho algo para te contar, ou melhor, explicar. - disse ela sentando-se no sofá ao lado da amiga - É sobre a minha viagem, extremamente longa.
Sol percebeu que a amiga estava seria e um pouco sem jeito. Segurou a mão dela com firmeza para passar segurança. Lua levantou e foi até a cozinha, retornou logo em seguida e não estava sozinha. Segurava um bebê de aproximadamente 9 meses nos braços.
- Sol, este é o Júnior meu filho.

CONTINUO ? - Não mesmo!  










Nenhum comentário:

Postar um comentário